[2008年2月27日]

Já é coisa bem antiga.
Do Dói (Portão de árvore na entrada da cidade) de Yama-machi até Ushida, havia três estradas paralelas, como a estrada margeada de pinheiros (Matsunamiki) ou estrada Hacho (Hacho namiki) na estrada Tokai (Tokaido).Aí tinham pinheiros com troncos tão grossos, que nem quatro adultos juntos não conseguiam abraçá-la. Por isso, escondendo-se atrás dela, chegando à noite, freqüentemente surgiam ladrões de estrada, que ameaçavam e assaltavam os viajantes, e que incomodava a todos. Antigamente, mesmo querendo, não havia lugar para trabalhar, e tinha muitas pessoas que viravam mendigos ou assaltantes.
Minha casa ficava bem perto dessa fileira de árvores. Eu era pequeno e era uma noite muito fria. Ouvi um barulho que vinha da porta e abri um pouco o olho para ver meu irmão que dormia no meu lado, e como eu esperava ele também abriu os olhos e era todo ouvido. Meu irmão levantou-se e foi de mansinho em direção à porta. Eu também fui para saber o que era. E aí veja só. Meu irmão segurava com toda a força um braço que se estendia da fresta da porta, para não deixar fugir, e gritou alto.
“Traga o facão. Vou cortar uma mão como esta!”.
Eu estava tremendo atrás da porta de correr (shoji). Aí papai veio correndo, segurando algo na mão. Fechei meus olhos com força com medo da mão do ladrão ser cortada. Mas ao mesmo tempo, querendo ver o medonho, abri meus olhos de fininho, e ao ver o desenrolar dos acontecimentos, o que papai tinha nas mãos não era um facão, e sim uma moedeira. Papai tirou dinheiro daí de dentro e fez aquela mão segurar, colocando-a depois para fora e fechando a porta.
“Que pena, pois tinha pegado o bandido!”,
disse meu irmão com raiva, mas papai disse...
“Deve ser um viajante com muitas dificuldades, espero que nosso sentimento tenha sido passado”,
olhando para um ponto distante.
Depois disso, se passaram quatro ou cinco dias, e nesse dia eu já tinha quase esquecido daquele incidente.
Um certo viajante veio entrando,
“Por favor, pode me emprestar o banheiro?”.
Depois de acabar de usar, agradeceu polidamente e foi embora. Então, de dentro da casa, papai disse,
“Olha, alguém deixou estas roupas no banheiro”,
e arregalando os olhos, carregava três conjuntos de vestes.
Quando todos estavam fazendo barulho pelo acontecimento misterioso, caiu um pedaço de papel. Nele, estava escrita apenas uma frase “Outro dia a ajuda me salvou”. Todos lembraram do acontecido daquela noite, e com o peito cheio de emoção, corremos até a frente de casa. E, acompanhamos com os olhos a figura do viajante que ia se tornando cada vez mais distante, aparecendo e desaparecendo entre os pinheiros da estrada.
Fim