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Momonokini minonaranu koto (O fato da árvore de pêssego não dar frutos)

Aizuma-cho (Kanayama)

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São coisas do passado.
Nas vilas à margem do rio Aizuma (Aizumagawa), a primavera chegou novamente, e nas árvores de pêssego que cobriam toda essa área, brotavam lindas flores.

“Olha, como está florido. É espetacular!”.
As pessoas estavam fascinadas, como em todos os anos, mas olhando de um para o outro,
“Florescem tão bem, mas porque será que não dá frutos? É uma tristeza. Será que ainda não conseguimos acalmar a ira de Deus”.
Resmungando, e depois sem palavras, voltavam às mãos à enxada.
A árvore de pêssego era considerada árvore da sorte, que previne maus pensamentos e manda embora coisas ruins, sendo muito plantada naquela época nessa região. Entretanto, as flores de pêssego dessas redondezas, floresciam todos os anos, mas não dava nenhum fruto.
Para isso, existe uma estória assim.

Isso foi há muito, muito tempo atrás, às margens dos rios Aizuma (Aizumagawa) e Sawatari (Sawatarigawa), quando mal começaram a realizar o cultivo de arroz. Essas é uma área de cordilheira de montanhas levemente onduladas, com uma variedade de árvores e ervas, sendo hábitat de javalis e cervos. Devido a essas condições, havia muito sofrimento e coisas ruins.
Para dominar o reino de Mikawa, o Deus do reino de Yamato veio à terra de Chiryu.

Então, depois de várias dificuldades, a margem do rio Aizuma, aonde chegara à comitiva de Deus, estava lamacenta devido à chuva que caíra até o dia anterior, não dando para passar.
“Agora estamos com problemas. Teremos que dar a volta”.
Com o lugar de destino Chiryu bem à sua frente, ficaram mergulhados em pensamento. E a comitiva, sem alternativa, teve que se dirigir ao caminho da montanha. Diz-se caminho da montanha, mas isso não quer dizer que houvesse um caminho. Abrindo caminho pelos espinhos e arbustos, foram avançando passo a passo.

Dentro da montanha, os galhos e folhas das grandes árvores se encobriam, e o chão onde Deus pisava era escuro, como se estivesse indo a um caminho à noite, em pleno dia. Além disso, nas rochas que saíam rudemente do chão, crescia muito musgo, tornando a superfície escorregadia por causa da chuva. De repente, Deus escorregou a perna nessa rocha.
“Ai que dor!”
Deus, ao escorregar a perna, fincou o olho esquerdo em um galho da árvore de pêssego que estava por perto. Saiu bastante muco dos olhos, e a dor era isuportável, mas dentro de uma montanha onde não se conhece nem um palmo à frente, não se podia fazer nada. Os que estavam junto só se atrapalhavam. Finalmente, saíram da floresta, e cuidaram da ferida em lugar claro, mas já era tarde, e acabou por perder a visão de um olho.

Assim, passando por uma série de sofrimentos, Deus dominou as vilas dessa região, e muitas vilas pacíficas nasceram. E muitas árvores de pêssego foram plantadas, florescendo lindamente todos os anos, mas, o que será que acontece, parece que mesmo que as flores brotassem lindamente, não davam nenhum fruto.

“No reino de Mikawa, perto da estação de Chiryu, só há trinta vilas (Sanjuukamura), (Templo Chiryu (Chiryu Jinja), grande paroquiano (Ujiko)), o fato da árvore de pêssego dar flores, mas não dar frutos, era o ato do Deus de Chiryu não poder perdoar os povos. (Um pequeno resumo de Mikawa Zosho)”

Fim

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